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        <title>deviantART: by:quiquii</title>
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        <description>deviantART RSS for by:quiquii</description>
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        <copyright>Copyright 2009, deviantART.com</copyright>

        <pubDate>Sun, 06 Dec 2009 06:50:22 PST</pubDate>        
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                <title>heartless</title>
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                <pubDate>Wed, 03 Jun 2009 12:45:10 PDT</pubDate>
                
                <description><![CDATA[ "...I mean after all the things that we been through<br />I mean after all the things we got into...<br />...they dont know what we been through<br />they dont know Âbout me and you..."<br /><br /> ]]></description>
                <author>~quiquii</author>
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                <title>Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso</title>
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                <pubDate>Wed, 15 Apr 2009 18:34:27 PDT</pubDate>
                
                <description><![CDATA[ "<br /><br />HÃ¡ coisas que nÃ£o sÃ£o para se perceberem. Esta Ã© uma delas. Tenho uma coisa para dizer e nÃ£o sei como hei-de dizÃª-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensÃ­vel. A culpa Ã© minha. O que for incompreensÃ­vel nÃ£o Ã© mesmo para se perceber. NÃ£o Ã© por falta de clareza. Serei muito claro. Eu pr&#243<img src="http://e.deviantart.com/emoticons/w/winkrazz.gif" width="15" height="15" alt=";p" title="Wink/Razz" />rio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizÃª-lo.<br /><br />O que quero Ã© fazer o elogio do amor puro. Parece-me que jÃ¡ ninguÃ©m se apaixonade verdade. JÃ¡ ninguÃ©m quer viver um amor impossÃ­vel. JÃ¡ ninguÃ©m aceita amar sem uma razÃ£o. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questÃ£o de prÃ¡tica. Porque dÃ¡ jeito. Porque sÃ£o colegas e estÃ£o alimesmo ao lado. Porque se dÃ£o bem e nÃ£o se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque Ã© mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calÃ§as e das contas da lavandaria.<br /><br />Hoje em dia aspessoas fazem contratos prÃ©-nupciais, discutem tudo de antemÃ£o, fazem planos e Ã  mÃ­nima merdinha entram logo em "diÃ¡logo". O amor passou a ser passÃ­velde ser combinado. Os amantes tornaram-se sÃ³cios.ReÃºnem-se, discutem problemas, tomam decisÃµes. O amor transformou-se numa variante psico-sÃ³cio-bio-ecolÃ³gica de camaradagem. A paixÃ£o, que devia serdesmedida, Ã© na medida do possÃ­vel. O amor tornou-se uma questÃ£o prÃ¡tica. O resultado Ã© que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.<br /><br />Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor est&#250<img src="http://e.deviantart.com/emoticons/w/winkrazz.gif" width="15" height="15" alt=";p" title="Wink/Razz" />ido, do amor doente, do Ãºnico amor verdadeiro que hÃ¡,estou farto de conversas, farto de compreensÃµes, farto de conveniÃªncias de serviÃ§o. Nunca vi namorados tÃ£o embrutecidos, tÃ£o cobardes e tÃ£o comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sÃ£ouma raÃ§a de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tÃ¡ bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcanÃ§adores de compromissos, bananÃ³ides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. JÃ¡ ninguÃ©m se apaixona? JÃ¡ ninguÃ©m aceita a paixÃ£o pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilÃ­brio, o medo, o custo, o amor, a doenÃ§a que Ã© como um cancro a comer-nos o coraÃ§Ã£o e que nos canta no peito ao mesmo tempo?<br /><br />O amor Ã© uma coisa, a vida Ã© outra. O amor nÃ£o Ã© para ser uma ajudinha. NÃ£o Ã© para ser o alÃ­vio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dÃ¡ lÃ¡ um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporÃ¢nea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, jÃ¡ nÃ£o se vÃª romance, gritaria, maluquice, facada, abraÃ§os, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor Ã©amor. Ã essa beleza. Ã esse perigo. O nosso amor nÃ£o Ã© para nos compreender, nÃ£o Ã© para nos ajudar, nÃ£o Ã© para nos fazer felizes. Tanto pode como nÃ£opode. Tanto faz. Ã uma questÃ£o de azar.<br /><br />O nosso amor nÃ£o Ã© para nos amar, para nos levar de repente ao cÃ©u, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor Ã© uma coisa, a vida Ã© outra. A vida Ã s vezes mata o amor. A "vidinha" Ã© uma convivÃªncia assassina. O amor puro nÃ£o Ã© um meio,nÃ£o Ã© um fim, nÃ£o Ã© um princ&#237<img src="http://e.deviantart.com/emoticons/w/winkrazz.gif" width="15" height="15" alt=";p" title="Wink/Razz" />io, nÃ£o Ã© um destino. O amor puro Ã© uma condiÃ§Ã£o. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor nÃ£o sepercebe. NÃ£o Ã© para perceber. O amor Ã© um estado de quem se sente. O amor Ã©a nossa alma. Ã a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrÃ¡s do que nÃ£o sabe, nÃ£o apanha, nÃ£o larga, nÃ£o compreende.<br /><br />O amor Ã© uma verdade. Ã por isso que a ilusÃ£o Ã© necessÃ¡ria. A ilusÃ£o Ã© bonita, nÃ£o faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor Ã© uma coisa, a vida Ã© outra. A realidade pode matar, o amor Ã© mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coraÃ§Ã£o apanha-se para sempre. Ama-se alguÃ©m. Por muito longe, por muito difÃ­cil, por muito desesperadamente. O coraÃ§Ã£o guarda o que se nos escapa das mÃ£os. E durante o dia e durante a vida, quando nÃ£o esta lÃ¡ quem se ama, nÃ£o Ã© ela que nos acompanha - Ã© o nosso amor, o amorque se lhe tem. NÃ£o Ã© para perceber. Ã sinal de amor puro nÃ£o se perceber, amar e nÃ£o se ter, querer e nÃ£o guardar a esperanÃ§a, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. NÃ£o se podeceder. NÃ£o se pode resistir. A vida Ã© uma coisa, o amor Ã© outra. A vida dura a Vida inteira, o amor nÃ£o. SÃ³ um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valÃª-la tambÃ©m."<br /><br /> ]]></description>
                <author>~quiquii</author>
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